MULHERES DA ESTAÇÃO
Olho para todos os lados:
Umas de vestido, outras de salto,
Umas, sorriso calado,
Outras olhando do alto.
Escolho dez das minhas,
Conto com o olhar que as quero.
São mais graciosas as pequenininhas,
São as morenas que venero.
Não deixo as loiras de fora,
Elas contam segredos picantes.
Quando a sensualidade aflora,
São senhoras elegantes.
Se o verão as põe a mostra
Com sua pele tom chocolate,
No inverno ela gosta
Da sua capa cor de abacate.
Creio que o sol as conquiste,
As conheça melhor que eu.
Já me basta saber que existem
Para sonhar: aqui é o céu.
Brinco de escrever para exercitar o cérebro... Meus escritos são retirados de meus "ENSAIOS SOBRE MAIS VERDADES", também de "POESIAS, MULHERES E VINHO ou SEM VERGONHA DAS MULHERES" e "SONATA PARA ADAMASTOR". Alguns outros temas como política, pessoas com deficiência, religião e minhas origens também poderão aparecer. Irreverência, sarcasmo e humor serão constantes. Leia de cabeça aberta... Se fizer juízo, faça-o pela justeza e, por favor, comente: gosto de massagem no ego!
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
FINDA MUNDO, FIM DA POESIA
Se o mundo terminasse hoje
Pareceria que as ideias fogem
E os arautos seriam autos
Das mais puras besteiras.
Ninguém saberia buscar sua essência
Folheando páginas de revistas,
Procurando pistas que explicasse a insanidade...
Que tal vossa majestade saborear feijão com arroz?
- ninguém se opôs, mas prefiro camarão!
Muito macarrão de letrinhas feito de farinha
Escreveriam vossos testamentos
E em cada momento
Em que a fila movimenta
Outras ideias sustentam aquele ranger de dentes.
Mas aquelas serpentes já não pisoteadas
Parecem paradas,
Não rastejam procurando pés,
Posto que ao revés
Foram-se, as convivas, acotoveladas.
Deixam de soar os sinos
E o suor esparrama nas costas.
O que as verdades mostram
É que são todas verdades
E, pra mais barbaridades,
Já não existe mentira,
Já que toda aquela ira
Agora é julgamento.
Culminando este tormento
Todos os poetas enlouquecem,
Visto que sempre envelhecem
De dor no coração.
E agora já mais não
Porque é de tudo o fim
Enquanto os anjos serafins
Deixam-nos birutas
Tomando os cânticos em disputa,
Aliviando os lamentos,
Tirando o sustento
Daqueles que antes tinham esta batuta.
Se o mundo terminasse hoje
Pareceria que as ideias fogem
E os arautos seriam autos
Das mais puras besteiras.
Ninguém saberia buscar sua essência
Folheando páginas de revistas,
Procurando pistas que explicasse a insanidade...
Que tal vossa majestade saborear feijão com arroz?
- ninguém se opôs, mas prefiro camarão!
Muito macarrão de letrinhas feito de farinha
Escreveriam vossos testamentos
E em cada momento
Em que a fila movimenta
Outras ideias sustentam aquele ranger de dentes.
Mas aquelas serpentes já não pisoteadas
Parecem paradas,
Não rastejam procurando pés,
Posto que ao revés
Foram-se, as convivas, acotoveladas.
Deixam de soar os sinos
E o suor esparrama nas costas.
O que as verdades mostram
É que são todas verdades
E, pra mais barbaridades,
Já não existe mentira,
Já que toda aquela ira
Agora é julgamento.
Culminando este tormento
Todos os poetas enlouquecem,
Visto que sempre envelhecem
De dor no coração.
E agora já mais não
Porque é de tudo o fim
Enquanto os anjos serafins
Deixam-nos birutas
Tomando os cânticos em disputa,
Aliviando os lamentos,
Tirando o sustento
Daqueles que antes tinham esta batuta.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
POESIAS, MULHERES E VINHO
Nas cartas que escrevo para o imaginário
Vejo lendários bolseiros,
Que com seus couros e costureiros
Transformam em cestos: os relicários.
Mais que boa sina
Que nunca termina,
Com pena e tinta desenho brumas
E entre nuvens, mar e espuma
Venço noites em espontâneas rimas.
Das que falam em fórmulas e flâmulas,
Em líquido – colorido vinho
E nas mulheres lânguidas em suas camas
Em vestes transparentes enfeitando meu caminho.
Nem escrevo pras estrelas
Satisfaz-me a carne humana...
Se teu perfume sinto no tinteiro,
Espero-te por incontáveis semanas.
Assim continuo em francos versos
Espontâneos ou repensados.
Sem simetria – confesso,
Pois desconheço poemas acabados.
Nas cartas que escrevo para o imaginário
Vejo lendários bolseiros,
Que com seus couros e costureiros
Transformam em cestos: os relicários.
Mais que boa sina
Que nunca termina,
Com pena e tinta desenho brumas
E entre nuvens, mar e espuma
Venço noites em espontâneas rimas.
Das que falam em fórmulas e flâmulas,
Em líquido – colorido vinho
E nas mulheres lânguidas em suas camas
Em vestes transparentes enfeitando meu caminho.
Nem escrevo pras estrelas
Satisfaz-me a carne humana...
Se teu perfume sinto no tinteiro,
Espero-te por incontáveis semanas.
Assim continuo em francos versos
Espontâneos ou repensados.
Sem simetria – confesso,
Pois desconheço poemas acabados.
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