O chefe não estava em casa quando os subordinados foram à despensa. Descobriram nas prateleiras mantimentos desorganizados - ninguém sabia quanto tinha, nem o que tinha - eram latas e mais latas, frascos e mais frascos, litros e galões. Alguns poucos queriam organizar, outros queriam usar e mais outros decidiram vender as "sobras". E venderam.
Quando o chefe chegou notou algo diferente. Porém inconsequente, não deu valor a imagem. Alguém lhe avisou de agiotagem, traquinagem, malandragem e ele não avaliou. Mas a despensa não era dele - era dos que vivem na grande casa e contribuem para encher os recipientes - e só quis saber se sua prateleira havia sido preservada.
Ele era o chefe (todo poderoso - título dado por Maquiavel) e seus conselheiros e subordinados ameaçaram culpá-lo do ocorrido. Ele, desprecavido, não soube desfazer a teia. Olhou no relógio e conferiu: 47 do segundo tempo, 1 x 0 para seu time; partida ganha...
Os que vivem na casa grande estão tontos, nunca tinham olhado a despensa, só sabiam que ela existia. Trabalham pra comprar sua comida e bebida, vestuário e o que mais lhe permite a remuneração.
Conivente e incompetente, o chefe tá pagando pra ver, pois já não depende da aprovação dos outros todos - que também, apáticos - estão expectadores.
Continua chato este fato... não gostei da minha versão!
Faça a sua versão. Sugiro que o personagem "chefe" seja feminino e nomine os mantimentos, aí a versão pode ficar bem melhor ou até tenha um final correto e feliz... (quem sabe!).
Brinco de escrever para exercitar o cérebro... Meus escritos são retirados de meus "ENSAIOS SOBRE MAIS VERDADES", também de "POESIAS, MULHERES E VINHO ou SEM VERGONHA DAS MULHERES" e "SONATA PARA ADAMASTOR". Alguns outros temas como política, pessoas com deficiência, religião e minhas origens também poderão aparecer. Irreverência, sarcasmo e humor serão constantes. Leia de cabeça aberta... Se fizer juízo, faça-o pela justeza e, por favor, comente: gosto de massagem no ego!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
VERBOS E MEDIDAS
A medida é diferente, mas o verbo
é o mesmo: roubar uma agulha ou roubar um avião.
Não poderia furtar-me de falar
sobre os atentados de Paris. Parece que
é resposta ao que foi ofensivo, abusivo ou deliberadamente casuístico. Não
apoio a violência porque reconheço suas nuances – mas todos reconhecem? Os atos
de violência são tidos como tal por seus praticantes? São conscienciosos?
Desenhar
Maomé em ósculo com outro homem ou matar seu desenhista: verbo e medidas
diferentes.
Mas veja, estes verbos e medidas
influenciam sentimentos e comportamentos.
Aquela agulha era de minha bisavó e
costurou muitas feridas de meus entes queridos. O avião, nem sei de quem era!
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