Por natureza, sempre se é
contemporâneo enquanto se está vivo, incontestável condição social e sistêmica.
Porém isto não determina, no caso dos humanos, que sejam contemporâneos em
atitudes e comportamentos sociais, isto é, pode-se estar em 2015 e comportar-se
com quem vive em 1970 ou lunática e anacronicamente pairar num tempo diferente
do contexto atual, num sincretismo absoluto (para não dizer absurdo) aceitando
verdades e inverdades espalhadas nas colunas midiáticas e nos bares da vida,
criando uma perspectiva medíocre para não esbarrar-se em posições que podem
torná-los antipáticos e mais solitários.
Ser assertivo, na nossa rasa
convivência local, muitas vezes é sinônimo de intolerante, intransigente e outros
adjetivos que o senso comum alcunha. Para uma pergunta assertiva, geralmente se
responde com um argumento de defesa que passa longe daquela resposta que se
esperava. Exemplo:
Pergunta – se o caixa para
atender clientes prioritários vai fechar, qual outro atenderá os mesmos?
Resposta – estou no meu horário
de lanche!
Não houve sequer uma preparação,
ou procura desta por parte de quem atende, para se saber ser assertivo, pois
uma resposta possível seria, dentre outras – não sei, mas o senhor pode dirigir-se
à gerência e perguntar; ou simplesmente – nos próximos quinze minutos não terá caixa
prioritário.
A contemporaneidade requer mais
objetividade, lógica e pode ser parecida com aquela que se responde mensagens
de aplicativos de redes sociais. Claro, não clique em curtir para um anúncio de
funeral e talvez, não deva ser tão curta e evasiva como um simples “ok”!
A contemporaneidade requer
atitudes conectadas com toda rede global para agir localmente. Poderia aqui
citar autores intelectuais, filósofos renomados ou alguém famoso para defender
o assunto, porém quando se defende ação (do agir) quer-se mostrar alguém
agindo: um homem assertivo, que dá respostas objetivas, que faz uma cidade
mostrar-se prosperando, que entende o que é ser contemporâneo e se comporta
circunstancialmente como tal, mesmo que isso não agrade seus mais próximos,
mesmo que isso o torne menos simpático, ainda sendo empático e, independente de
ideologias, o torne acreditado – Jairo Jorge – um autor de crônicas e respostas
concretas, reconheço-o como um homem no nosso tempo!
(autorizo publicação)
(autorizo publicação)

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