segunda-feira, 29 de junho de 2015

UM HOMEM NO NOSSO TEMPO


Por natureza, sempre se é contemporâneo enquanto se está vivo, incontestável condição social e sistêmica. Porém isto não determina, no caso dos humanos, que sejam contemporâneos em atitudes e comportamentos sociais, isto é, pode-se estar em 2015 e comportar-se com quem vive em 1970 ou lunática e anacronicamente pairar num tempo diferente do contexto atual, num sincretismo absoluto (para não dizer absurdo) aceitando verdades e inverdades espalhadas nas colunas midiáticas e nos bares da vida, criando uma perspectiva medíocre para não esbarrar-se em posições que podem torná-los antipáticos e mais solitários.

Ser assertivo, na nossa rasa convivência local, muitas vezes é sinônimo de intolerante, intransigente e outros adjetivos que o senso comum alcunha. Para uma pergunta assertiva, geralmente se responde com um argumento de defesa que passa longe daquela resposta que se esperava. Exemplo:

Pergunta – se o caixa para atender clientes prioritários vai fechar, qual outro atenderá os mesmos?

Resposta – estou no meu horário de lanche!

Não houve sequer uma preparação, ou procura desta por parte de quem atende, para se saber ser assertivo, pois uma resposta possível seria, dentre outras – não sei, mas o senhor pode dirigir-se à gerência e perguntar; ou simplesmente – nos próximos quinze minutos não terá caixa prioritário.

A contemporaneidade requer mais objetividade, lógica e pode ser parecida com aquela que se responde mensagens de aplicativos de redes sociais. Claro, não clique em curtir para um anúncio de funeral e talvez, não deva ser tão curta e evasiva como um simples “ok”!


A contemporaneidade requer atitudes conectadas com toda rede global para agir localmente. Poderia aqui citar autores intelectuais, filósofos renomados ou alguém famoso para defender o assunto, porém quando se defende ação (do agir) quer-se mostrar alguém agindo: um homem assertivo, que dá respostas objetivas, que faz uma cidade mostrar-se prosperando, que entende o que é ser contemporâneo e se comporta circunstancialmente como tal, mesmo que isso não agrade seus mais próximos, mesmo que isso o torne menos simpático, ainda sendo empático e, independente de ideologias, o torne acreditado – Jairo Jorge – um autor de crônicas e respostas concretas, reconheço-o como um homem no nosso tempo!

(autorizo publicação)

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